Diabetes Pode Dobrar o Número de Cegos em 30 Anos

A retinopatia diabética é uma complicação da diabetes mellitus. Estudos clínicos têm mostrado que um bom controle do diabetes e da hipertensão reduzem significativamente o risco de retinopatia diabética, e há evidências de estudos conduzidos durante mais de 30 anos de que o tratamento da retinopatia estabelecida pode reduzir o risco de perda visual em mais de 90% dos casos. Embora algumas formas de retinopatia possam ser tratadas por cirurgia vítreo-retiniana, uma vez que a visão tenha sido perdida devido à retinopatia diabética, ela não pode ser restaurada.

Programas de triagem para a detecção de retinopatia diabética em um estágio em que o tratamento possa prevenir a perda visual e programas de educação sanitária são o sustentáculo de prevenção de cegueira devido à retinopatia diabética.

O tratamento da retinopatia diabética é relativamente caro e requer cuidados profissionais específicos (oftalmologistas com especialização em retina e vítreo). Por isso, as decisões tomadas por cada país são adaptadas aos seus recursos, as expectativas sociais e infraestrutura sanitária disponíveis. Serviços eficazes de prevenção e tratamento da retinopatia diabética requerem a disponibilização de serviços médicos adequados para pacientes com diabetes mellitus.

A retinopatia diabética é responsável por 4,8% dos 37 milhões de casos de cegueira devido a doenças oculares em todo o mundo (isto é, 1,8 milhão de pessoas). A proporção de cegueira causada pela retinopatia diabética varia de cerca de 0% na maioria da África, para 3-7% em grande parte do Sudeste da Ásia, para 15-17% nas regiões mais ricas das Américas e Europa.

Pelo menos 171 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes, e é provável que o número de portadores da doença cresça mais de duas vezes até 2030, para 366 milhões. Cerca de 50% das pessoas com diabetes não sabem quetêm o problema, embora cerca de 2 milhões de mortes todos os anos sejam atribuídas a complicações do diabetes.

Depois de 15 anos, cerca de 2% das pessoas com diabetes tornam-se cegos, e cerca de 10% desenvolvem perda visual grave. Depois de 20 anos, mais de 75% dos pacientes têm alguma forma de retinopatia diabética.

No geral, os custos diretos dos diabetes se situam numa faixa entre 2,5% e 15% dos orçamentos anuais de cuidados com a saúde, dependendo da prevalência da diabetes e da sofisticação dos serviços disponibilizados. Os custos da perda de produção pode ser tanto que chegam a superar em cinco vezes o custo com os cuidados de saúde diretos, de acordo com as estimativas provenientes de 25 países latino-americanos. Em alguns países, os portadores de diabetes são registrados em programas que permitem um melhor acompanhamento de possíveis evoluções da doença.


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