Gonioscopia

DEFINIÇÃO E INDICAÇÕES

Avalia o ângulo da câmara anterior, íris e superfície do cristalino com lentes de aumento em contato com a córnea as quais funcionam como espelhos angulados.. Este exame é realizado com a ajuda do biomicroscópio ou lâmpada de fenda. O ângulo da câmara anterior deve ser quantificado em aberto, estreito ou fechado, orientando diagnóstico e tratamento de casos de glaucoma.
A solicitação mais comum da gonioscopia ocorre em pacientes portadores de glaucoma, para diagnóstico e acompanhamento. Indicado em casos de cistos de íris, aderências da íris secundárias a processos inflamatórios e hemorrágicos ou, tumores de íris e corpo ciliar. Indicada em pós-operatório de várias cirurgias intra-oculares (catarata, glaucoma, transplante de córnea, retina e vítreo) e também no acompanhamento de traumatismos.

 

ORIENTAÇÕES NECESSÁRIAS

  • Não há necessidade de Jejum;
  • Caso use lente de contato, orienta-se para retirá-las para o exame, podendo voltar a utilizá-las algumas horas após o término do procedimento;
  • Não suspender medicamentos e/ou colírios.
  • Utiliza-se colírio anestésico (efeito durante 30 minutos) e outro colírio gelatinoso que gera embaçamento visual por até 2 horas.
  • O paciente é orientado para encostar a região frontal na testeira da lâmpada de fenda, um aparelho oftalmológico que utiliza luz e lentes de microscópio. Posiciona-se uma lente de gonioscopia com uma substância gelatinosa (metilcelulose a 2%) em contato com a córnea. O médico examina através desta lente de aumento, que tem espelhos com diferentes angulações, o interior da câmara anterior..
  • O exame é desconfortável e deverá ser feito com fixação do olhar.
  • O resultado do exame é descritivo.
  • O exame é tecnicamente difícil em crianças pequenas ou pacientes pouco colaborativos.

REGIÕES ESTUDADAS

Ângulo da câmara anterior para análise do trabeculado, estrutura responsável pela drenagem do humor aquoso, íris e da superfície anterior do cristalino e posterior da córnea.

INTERPRETAÇÃO E COMETÁRIOS

A gonioscopia em pacientes portadores de glaucoma é utilizada para o diagnóstico do tipo de glaucoma (agudo, crônico, de meio estreito ou amplo, pigmentário, pseudoexfoliativo, congênito, secundário). Tal diagnóstico é auxiliado por meio das observações das características apresentadas ao exame. De acordo com o diagnóstico, devido à diferente evolução e resposta a medicamentos, institui-se determinado tratamento. Cirurgias intra-oculares e traumatismos podem gerar glaucoma secundário. No caso de cirurgia de catarata com glaucoma secundário, a gonioscopia identifica sítios de aderência ou deslocamento da lente intra-ocular. No caso de cirurgia de glaucoma, identifica-se sua permeabilidade (funcionalidade) ou sua obstrução, localizando o ponto da obstrução para possibilitar a recuperação da cirurgia.
No caso de cirurgia de vítreo e retina, com utilização de materiais implantados, a gonioscopia pode revelar a presença de corpo estranho no segmento anterior (por exemplo, óleo de silicone). O traumatismo pode levar à desinserção da íris e do corpo ciliar, cuja extensão e localização é diagnosticada com a gonioscopia. Cistos, tumores, sinéquias causadas por uveíte ou processo hemorrágico podem causar obstrução do trabeculado e alterar a drenagem do humor aquoso, aumentando a pressão ocular. Identificar a causa da obstrução orienta o tratamento. Cistos, tumores e aderências podem ser tratados com laser, cirurgias ou radioterapia.

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